sexta-feira, 5 de março de 2010

Cinco provas simples da ressurreição de Cristo

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Se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé – 1 Coríntios 15.14

Apresento cinco provas da ressurreição de Cristo:

1) O corpo dele, depois da ressurreição, era diferente. Não precisava de portas para entrar numa sala. Mesmo conservando suas características físicas, seu corpo não se limitava ao espaço e ao tempo. Se Jesus apenas dormiu profundamente, ao acordar não poderia se apresentar a discípulos escondidos a portas trancadas.

2) A coragem dos discípulos. Na crucificação, todos fugiram, apavorados, a ponto de negá-lo diante de serviçais. Após a ressurreição, enfrentaram perseguições e até morte pelo nome do Mestre! Eram ousados.

3) A transformação de vidas. No decorrer dos tempos, milhões de pessoas são transformadas e salvas ao ouvir o Evangelho de Cristo. Há mais de dois mil anos, isso acontece todo dia. Uma mentira não teria esse poder.

4) As aparições de Jesus. Centenas de pessoas o viram após a ressurreição. Há registros de pelo menos 12 aparições de Jesus. Talvez a mais marcante seja a que veio para o apóstolo Paulo, no caminho de Damasco (At 9). Esse encontro norteou a vida do apóstolo até o fim. Paulo, o doutor da lei, o judeu, o fariseu, só tinha um assunto diante das autoridades judaicas e gentílicas: o seu encontro com o Cristo ressuscitado. Será que ele estava enganado? Será que todos os que viram Jesus Cristo ressuscitado estavam equivocados?

5) O túmulo de Jesus foi encontrado vazio. Os inimigos dele não poderiam ter escondido o corpo, pois isso reforçaria a ideia da ressurreição e seria uma derrota para eles. Os discípulos, coitados!, não teriam condições devido à pedra selada na sepultura e à guarda romana. E jamais poderiam formar uma doutrina tão forte e poderosa, capaz de transformar vidas, inclusive a deles, baseados numa farsa.

 

Fonte: Calendário Cristão Luz e Vida, 2009

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A singularidade da Bíblia

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“Para sempre, ó Senhor, a tua palavra permanece no céu” - Salmos 119.89

A base para o nosso relacionamento com o Senhor, é a fé. Mas Deus não exige de nós uma fé cega: de modo generoso, Ele fornece-nos evidências suficientes para apoiar uma decisão racional e ponderada de crer nEle e confiar em suas promessas. Algumas destas evidências Ele estabeleceu na criação, outras Ele demonstrou ao longo de tempo, e ainda outras Ele continua a revelar-nos diariamente.

Uma das evidências mais fortes e palpáveis que recebemos de Deus é a sua Palavra, a Bíblia. As Escrituras são uma coletânea de 66 livros, escrito durante um período de mais de 1500 anos, por um grupo diversificado de homens – entre eles, um fazendeiro, um cobrador de impostos, um médico, um pescador, o filho de um escravo e um rei – e ainda assim estes livros conectam-se com perfeição, integrando-se firmemente, para revelar uma história admirável.

A Bíblia é incomparável nos seus méritos como um documento histórico altamente fidedigno. Os historiadores usam diversos procedimentos para determinar se um texto antigo é confiável, incluindo a idade do manuscrito e o número de cópias que dele existem. Segundo estes procedimentos, a fiabilidade das Sagradas Escrituras é notável.

Deus nos deu a sua Palavra – um documento que Ele fez sobreviver intacto ao longo dos séculos, o qual sempre existirá para testemunhar a existência, bondade e fidelidade dEle. As Escrituras são um sólido alicerce para a nossa fé, um canal para a graça de Deus.

 

Fonte: Graça Diária, pg 9. CPAD. 1ª Edição

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sábado, 31 de outubro de 2009

A Bíblia é infalível, mas nossas interpretações dela não são

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Jesus afirmou que "a Escritura não pode falhar" (Jo 10:35). Sendo um livro infalível, a Bíblia é também irrevogável. Jesus declarou: "Porque em verdade vos digo: Até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra" (Mt 5:18, cf. Lc 16:17). As Escrituras têm ainda a autoridade final, sendo a última palavra acerca de tudo que ela aborda. Jesus valeu-se da Bíblia para resistir ao tentador (Mt4:4,7,10); para resolver discussões doutrinárias (Mt 21:42); e para sustentar a sua autoridade (Mc 11:17).

Às vezes um ensinamento bíblico apóia-se num pequeno detalhe histórico (Hb 7:4-10), numa palavra ou numa frase (At 15:13-17), ou mesmo na diferença entre o singular e o plural (Gl 3:16). Mas, conquanto a Bíblia seja infalível, as interpretações humanas não o são. A Bíblia não pode estar errada, mas nós podemos estar errados quanto a alguma coisa dela. O significado da Bíblia nunca muda, mas a nossa compreensão pode mudar.

Os seres humanos são finitos, e seres finitos cometem erros. É por isso que há borrachas para lápis, corretores líquidos para textos datilografados, e uma tecla "apaga" nos computadores. E muito embora a Palavra de Deus seja perfeita (Sl 19:7), enquanto existirem seres humanos imperfeitos, haverá erros de interpretação das Escrituras e falsos pontos de vista deles decorrentes.

Em vista disso, não devemos nos apressar em considerar que um determinado preceito científico hoje amplamente aceito seja a palavra final acerca do ponto em questão. Teorias que foram predominantemente aceitas no passado são consideradas incorretas por cientistas do presente. Dessa forma, é de se esperar que haja contradições entre opiniões populares sobre questões científicas e as interpretações da Bíblia amplamente aceitas.

Isso, porém, não consegue provar que há uma real contradição entre o mundo de Deus e a Palavra de Deus, entre a revelação geral de Deus e a sua revelação especial. Nesse sentido básico, a ciência e as Escrituras não estão em contradição. Somente as opiniões humanas, finitas e falíveis acerca da ciência e das Escrituras é que podem entrar em contradição.

Norman Geisler e Thomas Howe

 

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Fonte: Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e Contradições da Bíblia

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Procedimentos Recomendados no Tratamento das Dificuldades Da Bíblia

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Quando você estiver tratando de problemas da Bíblia de qualquer ordem, quer se refiram a questões factuais, quer a doutrinárias, é bom seguir diretrizes adequadas para descobrir a solução. Isso fazem mais facilmente as pessoas que estudaram a Bíblia com cuidado e em oração, ao longo de muitos anos, tendo memorizado as Escrituras fiel e sistematicamente. Algumas diretrizes seriam:

1. Esteja totalmente persuadido de que existe uma explicação satisfatória para a dificuldade, ainda que você não a tenha encontrado ainda. Um engenheiro de aerodinâmica pode não entender como um abelhão consegue voar, no entanto, confia em que existe uma explicação satisfatória para tão brilhante desempenho, porque, afinal de contas, o abelhão voa! De maneira semelhante, podemos ter completa confiança em que o divino Autor de cada livro da Bíblia preservou o instrumento humano que o escreveu, isentando-o de erros e enganos ao fornecer-lhe o texto sagrado original.

2. Evite a falácia de trocar uma posição apriorística pelo seu oposto, cada vez que surgir um problema. Ou a Bíblia é a Palavra inerrante de Deus, ou é um registro imperfeito de homens falíveis. Desde que tenhamos entrado em acordo com Jesus Cristo de que as Escrituras são completamente dignas de créditos e cheias de autoridade, torna-se impossível nos transferirmos para outra hipótese, a de que a Bíblia é apenas um registro sujeito a erros, escrita por homens falíveis, que escreveram a respeito de Deus. Se a Bíblia, como afirmou Jesus, é de fato a Palavra de Deus, deve então ser tratada com respeito, confiança e completa obediência. Diferentemente de todos os demais livros escritos por homens, as Escrituras nos vieram da parte de Deus; nelas encontramos o Deus que vive para sempre, que está presente em toda parte (2 Tm 3.16,17). Quando nos sentirmos incapazes de entender os caminhos de Deus ou de discernir suas palavras, devemos curvar-nos diante do Senhor em humildade e esperar com toda a paciência que ele nos esclareça aquela dificuldade ou nos livre de nossas provações segundo sua vontade e sabedoria. Pouquíssima coisa existe que Deus manterá fora de nosso alcance, se tivermos o coração e a mente entregues a ele, como crentes sinceros.

3. Estude cuidadosamente o contexto e a estrutura verbal do versículo ou da passagem em que o problema se encontra, até você obter uma idéia do que ele quer dizer dentro de seu ambiente. Pode ser necessário estudar o livro todo em que essa passagem esta inserida; anote cuidadosa­mente como cada termo-chave ocorre em outras citações. Compare um versículo com o outro, de modo especial todos os demais trechos da Bíblia que tratam do mesmo assunto ou doutrina.

4. Lembre-se de que nenhuma interpretação das Escrituras é valida se não se basear numa exegese cuidadosa, a saber, no compromisso sincero de saber com exatidão o que o autor da antiguidade quis dizer com as palavras que usou. Isso se realiza mediante o estudo cuidadoso das palavras-chave, conforme definidas pelos dicionários (hebraico e grego), e usadas em textos paralelos. Pesquise também o sentido especifico dessas palavras em expressões idiomáticas que aparecem em outras partes da Bíblia.

Pense sobre a confusão que deve ter um estrangeiro quando lê em um de nossos textos algo assim: "Fulano tomou um banho, depois tomou seu café e a seguir foi tomar o ônibus."; "Tome conta de seu dinheiro, se não um ladrão o tomar o de você."; "Tome juízo, menino!"; "Vamos tomar nota disso.". O verbo tomar tem sentido diferente em cada frase. É de presumir que as palavras que geram sentidos diferentes possuem as mesmas raízes ou a mesma origem etimológica. Entretanto, pode haver total confusão se a pessoa entender mal o que o autor escreveu o que quis expressar ao usar esses vocábulos. Tenha em mente que a inerrância acarreta a aceitação do que o autor bíblico quis dizer ao usar determinadas palavras e a crença no sentido original delas. Se ele quis que suas palavras fossem entendidas literalmente, é errado tomá-las em sentido figurado; Se as aplicou em sentido figurado, e errado tomá-las literal­mente. E por isso que devemos aplicar-nos a exegese cuidadosa, a fim de descobrir o que o autor quis dizer a luz das situações e dos sentidos de sua época. Eis um trabalho árduo. O uso da intuição ou do julgamento demasiado rápido pode apanhar o exegeta numa teia de falácias e de tendências a distorções subjetivas. Isso em geral resulta em heresia pre­judicial à causa do Senhor, a quem desejamos servir.

5. No caso de textos paralelos, o único método justificável é o da harmonização. Isso significa que todos os testemunhos emitidos por varias pessoas que viram dado acontecimento devem ser considerados dignos de confiança quanto ao que foi feito ou dito em sua presença, ainda que tenham presenciado os fatos de ângulos diferentes. Quando os discernimos, os alinhamos e os colocamos juntos, na perspectiva correta, obtemos uma compreensão mais completa dos fatos do que obteríamos de cada testemunho considerado individualmente. Todavia, como acontece no caso de qualquer processo investigativo conduzido de modo adequado num tribunal jurídico, o juiz e o júri devem considerar cada testemunho verdadeiro, desde que os fatos sejam vistos da perspectiva da própria testemunha — a menos que, é claro, essas autoridades estejam diante de mentirosos indignos de confiança. Só a injustiça seria bem servida se crêssemos em qualquer outro pressuposto — como, por exemplo, o de que cada testemunha é tida por não-fidedigna a menos que seu testemunho seja corroborado por fontes externas. (Esse, obviamente, é o pressuposto dos oponentes da inerrância das Escrituras, o que os leva a resultados totalmente infundados.)

6. Consulte os melhores livros disponíveis, de modo especial os produzidos por especialistas que crêem na integridade das Escrituras. Pelo menos 90% dos problemas são estudados e analisados pelos bons comentaristas. Bons dicionários e enciclopédias bíblicas podem dirimir muitas dívidas. Uma concordância analítica deve ajudar a apurar o emprego das palavras.

7. Muitas dificuldades são resultantes de pequenos erros cometidos pelos escribas que copiavam os textos. No Antigo Testamento, tais falhas de transmissão textual poderiam ter ocorrido por causa de uma leitura deficiente das vogais; na origem, o hebraico era escrito apenas com consoantes. As vogais não eram assinaladas, e os sinais correspondentes a elas só foram acrescentados cerca de mil anos depois de concluído o cânon do Antigo Testamento. Além disso, há certas consoantes que podem ser confundidas com facilidade pela grande semelhança entre elas (e.g., d, [d, daleth] e r [r, resh] ou y [y, yod] e w [w, waw]). E mais: foram alguns vocábulos preservados em grafias muito antigas, criando a possibilidade de engano por copistas hebreus de período posterior. Em outras pala­vras, só o apego a crítica textual e a análise do texto quanto aos tipos mais freqüentes de confusão e de erro pode esclarecer a dificuldade. Incluem-se aqui também as confusões a respeito de numerais; erros estatísticos encontram-se em nossos textos atuais das Escrituras (e.g., 2Rs 18.13).

8. Sempre que os registros históricos da Bíblia são questionados, com base em supostas discrepâncias com os achados da arqueologia ou com o testemunho de documentos não hebraicos antigos, tenha em mente que a Bíblia é em si mesma um documento arqueológico da mais elevada qualidade. Quando um registro pagão discorda de um registro bíblico, afirmar simplesmente que o autor hebreu é quem está errado é grosseira tendência unilateral da parte do crítico. Os reis pagãos praticavam a propaganda do auto-endeusamento, da mesma forma que os atuais políticos. Seria então ingenuidade incrível supor que uma declaração feita em linguagem assíria cuneiforme ou em hieróglifos egípcios contenha mais verdade e mereça maior confiança do que a Palavra de Deus escrita em hebraico. Nenhum outro documento antigo oriundo dos tempos anteriores a Cristo apresenta tantas provas de precisão e integridade como o Antigo Testamento. Por isso, constitui violação das regras da evidência presumir que as declarações da Bíblia estejam erradas cada vez que entram em desacordo com as inscrições seculares ou com manuscritos de algum tipo.

Gleason Archer

 

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Fonte: Enciclopédia de Dificuldades Bíblicas

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Jesus Cristo cria na exatidão da Bíblia hebraica?

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Para todo crente professo, a autoridade do Senhor Jesus é inquestionável e suprema. Se em quaisquer das perspectivas e dos ensaios registrados no Novo Testamento, o Senhor pudesse ser acusado de erro ou engano, ele não poderia ser nosso divino Salvador; o cristianismo todo seria uma ilusão, um embuste. Segue-se, portanto, que qualquer opinião sobre as Escrituras contrária a Cristo deve ser de imediato e sem maiores considerações rejeitada. Se há alguma coisa de importância no Novo Testamento é seu testemunho da divindade de nosso Senhor e Salvador – desde Mateus, passando por todos os livros, até o Apocalipse. Todos quantos se intitulam evangélicos concordam de modo cabal nesse ponto. Se esse fato é verdadeiro, segue-se que, seja o que for que Jesus Cristo aceitasse e nisso cresse, no que diz respeito à confiabilidade das Escrituras, deve ser aceito como verdadeiro, algo que está gravado na consciência de cada crente legitimo. Se Cristo cria na total exatidão da Bíblia hebraica, em todos os assuntos científicos ou históricos, devemos reconhecer que sua opinião nessas questões é correta e fidedigna em todos os aspectos. Ademais, tendo em mente a impossibilidade de Deus ser culpado de erro, precisamos reconhecer também que até mesmo questões de história ou de ciência, conquanto em si mesmas não teológicas, assumem importância de doutrina básica. Por que as coisas são assim? Porque Cristo é Deus, e Deus não pode enganar-se. Eis uma proposição teológica absolutamente essencial para a doutrina cristã.

Um exame cuidadoso das referencias que Cristo fez ao Antigo Testamento torna bem evidente, sem sombra de dúvida, que o Senhor aceitou integralmente como fatos reais até mesmo as declarações mais controvertidas da Bíblia hebraica, no que concerne à história e à ciência. Seguem-se alguns exemplos:

1. Ao falar de sua morte e ressurreição, que se aproximavam, Jesus afirmou em Mateus 12.40: “Pois assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre de um grande peixe, assim o Filho do homem ficará três dias e três noites no coração da terra” (NVI). Afora qualquer tendência de proteger uma teoria, é impossível extrair dessa declaração qualquer outra conclusão senão que Jesus considerava a experiência de Jonas um tipo (ou, pelo menos, uma analogia claríssima) que apontava para sua própria experiência, muito próxima, entre a hora de sua morte na cruz e a de sua ressurreição física, ao sair da sepultura na manhã da Páscoa. Se a ressurreição seria historicamente factual e se tornaria o antítipo da provação de Jonas no estômago do grande peixe, segue-se então que o protótipo em si mesmo pode ter sido um fato historicamente real – não obstante o ceticismo moderno a esse respeito. A realidade do fato da narrativa é confirmada também por Mateus 12.41: “Os homens de Nínive se levantarão no juízo com esta geração e a condenarão; pois eles se arrependeram com a pregação de Jonas, e agora está aqui o que é maior do que Jonas” (NVI) – isto é, o próprio Jesus. O Senhor deixa implícito que os habitantes de Nínive na verdade atenderam ao apelo e à denúncia fulgurantes de Jonas, em humildade sincera e temor – exatamente como está registrado em Jonas 3. Jesus declara que aqueles pagãos ignorantes, que jamais tiveram conhecimento da Palavra de Deus, teriam menos culpa diante de Deus do que os judeus daquela geração, que estavam rejeitando a Cristo. Esse julgamento pressupõe com toda a clareza que os ninivitas fizeram com exatidão o que Jesus registra a respeito desse povo. Isso significa que Jesus não considerou o livro de Jonas mera ficção ou alegoria, como sugerem alguns pretensos evangélicos. Crer que Jonas é mera ficção é o mesmo que rejeitar a inerrância de Cristo e, portanto, sua divindade.

2. Outro registro histórico das Escrituras tido como histórica e cientificamente impossível é o da arca de Noé e do Dilúvio, que encontramos em Gênesis 6 – 8. Entretanto, Jesus em seu sermão no jardim das Oliveiras, afirmou claramente que “assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda [parúsia] do Filho do homem” (Mt 24.38,39). De novo Jesus estava predizendo que um acontecimento ocorreria no futuro, como antítipo de um fato passado, registrado no Antigo Testamento. Portanto, o Senhor deve ter considerado o Dilúvio história verídica, exatamente como está registrada em Gênesis.

3. O registro de Êxodo sobre a alimentação de mais de dois milhões de israelitas pelo milagre do maná, por 40 anos no deserto do Sinai, é rejeitado por alguns estudiosos que a si mesmos se intitulam evangélicos, chamando-o lenda. Mas o próprio Jesus o aceitou como fato histórico real ao dizer: “Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram” (Jo 6.49). A seguir, no versículo seguinte, o Senhor se apresenta como o antítipo, isto é, como o verdadeiro Pão vivo enviado do céu pelo Pai.

4. Podemos afirmar com tranqüilidade e segurança que jamais o Senhor Jesus, ou qualquer de seus apóstolos, fez a menor insinuação de que houvesse alguma inexatidão de ordem cientifica ou histórica em alguma declaração do Antigo Testamento. Ao ceticismo cientifico ou racionalista dos saduceus, Jesus citou ipsis litteris Êxodo 3.6, em que Deus fala a Moisés de uma sarça ardente (arbusto que se queimava miraculosamente sem consumir-se), nos seguintes termos: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” (Mt 22.32). Pelo uso do tempo presente, que fica implícito na oração sem verbo do texto hebraico, o Senhor extrai a dedução de que Deus não se descreveria a si próprio como Deus de meros cadáveres, que enfeitassem túmulos, mas apenas de personalidades permanentemente vivas, que estivessem usufruindo a comunhão com o Pai na glória. Portanto, o Antigo Testamento ensinava a ressurreição dos mortos.

5. No que concerne à historicidade de Adão e de Eva, Cristo deixou implícita a veracidade do registro de Gênesis 2.24, em que se lê a respeito de nossos primeiros pais: “Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Mt 19.5). No versículo precedente, o Senhor referiu-se ao versículo 27 de Genesis 1, segundo o qual Deus criou a humanidade de modo especial, ao criar macho e fêmea – no inicio da história humana. A despeito das teorias, Adão e Eva foram personalidades verdadeiras, históricas. Encontramos confirmações semelhantes nas cartas de Paulo (que testificou ter recebido sua doutrina diretamente do Cristo ressurreto [Gl 1.12]), de modo especial em 1 Timóteo 2.13,14: “Porque primeiro foi formado [eplasthe, “moldado”, “criado”] Adão, e depois Eva. E Adão não foi enganado, mas sim a mulher, que, tendo sido enganada, tornou-se transgressora” (NVI). A questão tratada aqui nesse trecho é o contexto histórico da liderança e da responsabilidade masculina tanto no lar como na Igreja; pressupõe-se, portanto, a historicidade de Gênesis 3. A esse respeito, devemos notar que, em Romanos 5.12-21, traça-se um contraste entre a desobediência de Adão, que atirou a raça humana no estado de pecado, e a obediência de Cristo, cuja morte expiatória trouxe redenção a todos os que crêem. Está registrado no v.14 que Adão é um typos (“tipo”) daquele (Cristo) que havia de vir. Portanto, se Cristo foi uma personagem histórica, o antítipo de Adão, segue-se inevitavelmente que o próprio Adão também foi uma personagem histórica. Ninguém pode afirmar com sinceridade que dedica aceitação leal à doutrina da infalibilidade das Escrituras e ao mesmo tempo crer na possibilidade de Adão, o ancestral singular da raça humana, ser uma figura mítica, lendária. Esse trecho eminentemente doutrinário de Romanos 5 (que serve de base para a doutrina do pecado original), pressupõe que Gênesis 2 e 3 contêm história verídica, factual.

 

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Fonte: Enciclopédia de Dificuldades Bíblicas

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A estrela de Belém e a astrologia

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Se a Bíblia condena a astrologia como uma forma de idolatria, como é que em Mateus 2.2 o nascimento de Cristo foi narrado aos magos mediante o aparecimento de sua estrela no céu?

Em primeiro lugar, precisamos definir a astrologia como sendo uma crença supersticiosa, que envolve o movimento ou a posição dos planetas e das estrelas como advertências prévias sobre a vontade dos deuses (ou forças do destino), a qual seus devotos podem de alguma forma controlar, ao partir para algum tipo de ação preventiva ou evasiva. Além disso, como é o caso dos horóscopos e estudos dos signos do zodíaco, tão em voga hoje, a astrologia pode indicar potencialidades especiais nas pessoas nascidas sob determinada constelação, ou significar boa ou má sorte, para atividades em que alguém se engajar durante aquele dia em especial. Nos tempos antigos, pré-cristãos, esse interesse pela astrologia se fazia acompanhar pela adoração de corpos celestiais de maneira ritualísticas. Todas as pessoas que se dedicavam a tais práticas em Israel eram condenadas à morte por apedrejamento (Dt 17.2-7).

No caso do nascimento de Cristo, no entanto, nenhum dos elementos acima estava em ação. A estrela que os magos viram no Oriente construiu um anuncio de que o menino Jesus havia nascido. Sabemos disso porque o propósito da ordem de Herodes a seus soldados, enviados a Belém foi este: “Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos”. (Mt 2.16). Portanto, a estrela deveria ter aparecido quando Jesus nasceu, e foi necessário que os magos viajassem durante mais de um ano até chegar a Jerusalém, para sua entrevista com Herodes. Aquela luz não foi uma provisão, mas o anuncio de um fato consumado.

Em segundo lugar, essa peregrinação dos magos não envolvia alguma adoração aos falsos deuses, nem o poder determinístico do destino. Eles simplesmente receberam o anúncio de Deus, por meio da estrela, para que procurassem o rei recém-nascido, pois entendiam que esse haveria de tornar-se o regente do mundo – inclusive de seu país (talvez a Pérsia, pois os magos atuavam nessa área nos tempos antigos). Decidiram, então, formar uma caravana e partir em peregrinação até Jerusalém. Se eram três, ou mais, não sabemos com certeza, exceto que foram três os tipos de presentes mencionados: ouro, incenso e mirra. Esses magos desejavam homenagear o bebê enviado por Deus a fim de tornar-se o Rei dos judeus e de toda a Terra.

Em terceiro lugar, devemos entender que as Escrituras falam em várias outras passagens sobre anúncios divinos nos céus, utilizando sol, lua e estrelas. Por exemplo, Jesus fala do “sinal do Filho do homem” que vai aparecer no “céu com poder e muita glória” (Mt 24.30). É justo presumir que esse sinal incluirá o sol, a lua, as estrelas – embora pudesse ser apenas uma aparição simbólica. Mas é certo que no Pentecostes, o apostolo Pedro menciona Joel 2.28-32 e refere-se a esses sinais da segunda vinda de Cristo ao dizer: “Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra; sangue, fogo e vapor de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor” (At 2.19-20). Essas manifestações celestiais nada têm a ver com a astrologia, a superstição pagã.

Uma última palavra a respeito da estrela de Belém. Muita especulação e muitos cálculos astronômicos têm sido feitos sobre a questão de como uma estrela tão brilhante e importante poderia ter sido visível aos magos. Alguns sugerem que houve um inusitado alinhamento de planetas ou estrelas, de tal modo que a luz assim combinada teria produzido um brilho incomum, digno de nota. É certo que essa causa poderia ser atribuída a um clarão original, mas é muito improvável que algum astro fosse capaz de dirigir seu brilho de modo especifico na direção de Israel, para que os magos pudessem identificar o lugar onde o menino Jesus residia. No entanto, de acordo com Mateus 2.9, “... a estrela que viram no Oriente os precedia, até que, chegando, parou sobre onde estava o menino”. Essa era verdadeiramente uma estrela sobrenatural enviada por Deus para guiá-los.

 

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Fonte: Enciclopédia de Dificuldades Bíblicas, Ed. Vida

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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Batismo pelos mortos

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Doutra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos, se absolutamente os mortos não ressuscitam? Por que se batizam eles, então, pelos mortos? – 1 Coríntios 15.29

O que significa batismo pelos mortos?

O assunto discutido em 1 Coríntios 15.16-32 é a validade da esperança cristã quanto à ressurreição do corpo de todos os verdadeiros cristãos. A opinião então corrente nos círculos filosóficos gregos e entre os saduceus era que tal reconstituição do corpo era impossível, a partir do movimento em que a morte ocorresse. O aparecimento de crentes do AT, ressurretos, em forma corpórea, a muitos habitantes em Jerusalém, após a morte de Jesus (Mateus 27.52) aparentemente foi descartado como mera alucinação, fruto de superstições grosseiras.

Todavia, por tudo esse parágrafo o apóstolo demonstração que a ressurreição do corpo antes do arrebatamento da Igreja e no final dos tempos foi garantida pelo ressurgimento do próprio Cristo.

É nesse contexto que Paulo parte para a discussão da aplicação pessoal dessa alegre perspectiva dos crentes. Quando os mais idosos caíam doentes e ficava cada vez mais certo de que o fim se aproximava, chamavam seus entes queridos à beira da cama e apelavam aos que ainda não eram crentes para que endireitassem seus caminhos diante de Deus. “Logo deixarei vocês todos, meus queridos”, diziam os santos às portas da morte, “mas desejo vê-los outra vez a todos, no céu. Devem, portanto, encontrar-se comigo lá! Lembre-se de que ninguém poderia ir ao Pai senão mediante a fé viva no Filho. Entreguem seus corações a Jesus”.

Quando os parentes saíam de perto da cama, profundamente emocionados pela admoestação sincera e ardente, muitos que ainda não haviam assumido um compromisso de fidelidade a Cristo passavam a dar a devida atenção ao convite do Evangelho e recebiam Jesus como Senhor e Salvador. Despertados pelo ente querido que partiu, e bem lembrados de suas ultimas palavras preparavam-se para a confissão publica e o batismo, de acordo com a prática da Igreja. Quando, mais tarde, compareciam perante as testemunhas para submeter-se ao batismo, em um sentido muito real faziam-no “por causa dos mortos”, isto é, “por amor dos mortos” (a preposição hiper significa “por amor de” em vez de “em prol de” ou “em lugar de”, neste contexto particular, ainda que a principal motivação fosse endireitar suas veredas diante de Deus, como pecadores que precisavam de um Salvador).

Nenhum crente do século I, que lesse a carta de Paulo, poderia interpretar erroneamente a expressão hyper tõn nekrõn (“por amor dos mortos”), como se quisesse dizer que a fé de uma pessoa viva poderia ser atribuída a um incrédulo morto, fosse parente ou não daquele cristão. Por todas as Escrituras está muito claro que a graça salvadora não é concedida a alguém mais senão àquela pessoa que crer e exibir sua fé pessoal. Mas alguém que tenha ficado profundamente comovido pelo ser levado a unir-se ao moribundo, na mesma fé, no mesmo arrependimento, na mesma fidelidade ao Senhor, e na alegre expectativa de encontrar seus queridos na ressurreição. É isso, pois, que ficou implícito no v.29: “Doutra maneira, que farão os que se batizam por causa dos [por amor dos] mortos? Se, absolutamente, os mortos não ressuscitam, por que se batizam por causa [por amor] deles?” O v.30 transmite o mesmo pensamento: “E por que também nós nos expomos a perigos a toda hora?” E a seguir no v.32 Paulo conclui: “Se, como homem, lutei em Éfeso com feras, que me aproveita isso? Se os mortos não ressuscitam [fisicamente, de suas sepulturas], comamos e bebamos, que amanhã morreremos”.

Em outras palavras, se a esperança da ressurreição corpórea dos cristãos é uma ilusão, o próprio Cristo não poderia ter ressuscitado fisicamente da sepultura. E se o Senhor nunca ressuscitou, a proclamação do Evangelho é uma fraude, e não há libertação do pecado, da morte e do Inferno. “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (V.17). Portanto, a doutrina da ressurreição corpórea não é uma questão de opinião para o cristão; é a própria essência da salvação. Mas a salvação está à disposição apenas dos que pessoalmente reage com arrependimento e fé ao chamado do Mestre. Não existe conversão por procuração. Jamais encontraremos tal ensino em parte alguma das Escrituras, sendo inteiramente estranho ao que a Bíblia ensina a respeito ao que a Bíblia ensina a respeito da salvação.

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Fonte: Enciclopédia de dificuldades bíblicas, Gleason Archer, Ed Vida

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